O Saragáçu do Boizinho
A manhã desta sexta-feira, 21 de agosto, foi diferente na EBM Padre Pedro Adolino Martendal. O espaço da escola se transformou em palco para uma experiência repleta de música, humor, movimento e encontros com a cultura popular de Florianópolis.
As crianças acompanharam o espetáculo “O Saragáçu do Boizinho”, uma apresentação que revisita um dos elementos mais conhecidos da cultura tradicional da Ilha: o Boi de Mamão.
🎭 Quando a escola também vira palco
Desde os primeiros momentos da apresentação, os estudantes foram convidados a participar da história. A proximidade entre artistas e público transformou o ambiente escolar em um espaço vivo de experimentação artística.
Risadas, perguntas, música, movimentos e a interação com os personagens fizeram com que as crianças deixassem de ocupar apenas o lugar de espectadores. Aos poucos, elas passaram também a fazer parte da brincadeira.
Por meio da arte, as crianças tiveram contato com personagens, sonoridades, expressões e referências culturais que fazem parte da memória de Florianópolis.
🐂 Um Boizinho cheio de histórias
No espetáculo, Tuxa, Renan e o Boizinho conduzem o público por uma grande brincadeira em torno de um mistério bastante conhecido no universo do Boi de Mamão: afinal, como fazer o Boizinho voltar à vida?
É a partir dessa pergunta que música, palhaçaria, personagens e participação da plateia vão construindo uma narrativa marcada pelo humor e pela cultura local.
🎶 Palhaçaria, música e cultura manezinha
A montagem apresenta uma releitura do tradicional Boi de Mamão por meio da linguagem da palhaçaria. A atriz assume diferentes personagens, enquanto a música é produzida ao vivo e acompanha os acontecimentos da história.
O chamado “manezês”, as referências à vida na Ilha e os personagens tradicionais aproximam o espetáculo do cotidiano cultural de Florianópolis, permitindo que elementos da tradição popular sejam conhecidos pelas novas gerações de uma forma leve, divertida e contemporânea.
Conhecer manifestações culturais locais também significa compreender o lugar onde vivemos. O Boi de Mamão, suas personagens, músicas, histórias e brincadeiras constituem parte importante do patrimônio cultural de Florianópolis e de Santa Catarina.
Ao aproximar as crianças dessas manifestações, a escola contribui para que memórias e saberes populares possam continuar circulando entre diferentes gerações.
✨ Crianças que assistem, participam e criam
Um dos aspectos mais especiais da apresentação foi justamente a relação estabelecida entre os artistas e os estudantes. Em vários momentos, a história ultrapassou os limites do palco e chegou diretamente à plateia.
As crianças responderam, riram, participaram das brincadeiras e acompanharam atentamente as músicas e as transformações dos personagens. Essa interação mostrou que a experiência teatral pode ser construída coletivamente.
A experiência artística não termina quando acaba a apresentação. O teatro mobiliza imaginação, expressão corporal, oralidade, escuta, criatividade e interpretação, além de possibilitar novas conversas sobre cultura, memória e pertencimento.
A partir do espetáculo, professores e estudantes podem continuar explorando em sala de aula personagens do Boi de Mamão, histórias da Ilha, músicas, desenhos, produção textual, dramatizações e diferentes formas de expressão artística.
💙 Uma escola aberta à arte e à cultura
Proporcionar experiências como essa faz parte de uma concepção de escola que reconhece que aprender também acontece pela sensibilidade, pela curiosidade, pelo encontro e pela experiência estética.
Ao receber artistas e manifestações culturais dentro do cotidiano escolar, ampliamos as possibilidades de aprendizagem das crianças e fortalecemos a escola como espaço de circulação da cultura e de formação humana.
🎭 Conheça o Grupo Remanéz
Criado em 2025, em Florianópolis, o Grupo Remanéz nasceu da parceria artística entre Tuxa Seidler e Renan Lapa, reunindo teatro, palhaçaria e música em uma proposta marcada pelo humor, pela interação com o público e pela valorização da cultura local.
Responsável pela concepção e atuação, interpreta a palhaça Tuxa e conduz a narrativa com expressividade, humor e proximidade com as crianças.
Atua como músico e intérprete, sendo também responsável pela ambientação sonora que acompanha e dá ritmo às cenas do espetáculo.
Juntos, os artistas transformam elementos da cultura manezinha em uma experiência teatral divertida, sensível e cheia de identidade.


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